quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

Felicidade para sempre



Esta altura do ano é sempre uma confusão cá em casa. Mas é uma confusão que adoro! Correrias de um lado para o outro....
Começa, geralmente, no aniversário da Mada e termina no final do ano...
A filhota fez 13 anos e, como é habitual, reuniu-se a família. Casa cheia, pois apesar de ser só as pessoas mais chegadas, ainda somos cerca de 20. Junte-se aqui a nossa gata e a nossa cadela, como não poderia deixar de ser.
É com um misto de sentimentos que vejo o quanto a filhota cresceu.... Por um lado, estou expectante quanto ao seu futuro e tudo o que se lhe adivinha, por outro, tenho saudades de quando era bebé e das fases que já passaram.
Sentimentos de uma mãe babada e galinha, que está a ver o pintainho a querer sair do ninho e a ser cada vez mais independente...
Apenas lhe desejo que seja muito feliz e que a felicidade seja para sempre. Que tenha muita saúde e força para lutar pelos sonhos que deseja alcançar.
Ontem, foi a minha vez de celebrar o meu aniversário!
Como vocês sabem, gosto de coisas simples e a celebração não fugiu à regra! Jantar fora apenas com o marido e os filhotes! Este foi o meu dia perfeito! Esta é a felicidade para sempre!
Os meu votos de Natal para todos vocês, meus amigos, é a felicidade para sempre, seja ela qual for.

E por aqui me fico!
Fiquem bem!

quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

Quero ser eu....


Todo o meu ser debate-se para sair, fugir, escapar 
Sem se preocupar com as consequências
O meu corpo anseia por outra vida, sem querer se preocupar
Quer ser livre, quer poder voar, sonhar, procurar
Quer bater com a porta, mas....
A vida não deixa, a realidade prende,
Sinto-me num frenesim, num rodopio de energia 
Sinto-me a sufocar....

Quero gritar: BASTA!
Dizer que já chega,
Que agora é a minha vez
Eu também sou importante
Que também tenho direito de VIVER!
Chega de sobreviver...
De andar de um lado para o outro
De ir à deriva, ao sabor do vento!

Quero poder ver tudo e dar tudo...
Quero absorver, experimentar...
Quero aprender, quero crescer....
Quero ensinar que a vida é mais 
do que o que nos deixam viver
do que o que nos impõem 
Quero mostrar que sou mais 
Quero controlar, ditar o que sou
QUERO SER EU!

E por aqui me fico!
Fiquem Bem!



terça-feira, 22 de novembro de 2016

Encontro marcado - Sem ti....


Desde há um mês que corro todos os dias para o nosso café!
Quando chego, já lá estás. Vês-me e sorris. E eu, apaixonada, retribuo o sorriso. Hipnotizada, sigo na tua direção, indiferente ao que se passa à minha volta.
Há um mês que não olho ao meu redor .... Que não vejo o mundo... Que não vivo para mais nada. Apenas sei que corro... para ti... Para te encontrar no nosso café, há hora marcada.
O nosso encontro diário é sempre igual. Tu contas-me histórias da tua vida e eu oiço tudo, sôfrega. Bebo todas as tuas palavras.
Sei que a tua família tem origem italiana e que passaste a tua infância em Roma. Vieste para Portugal, no início da adolescência e que aqui assentaste arraiais. Sei que quando terminaste o secundário, não foste logo para a faculdade. Decidiste que querias conhecer a Europa e, nada, nem ninguém, te demoveu do teu intento, e lá foste tu... Tornaste-te cidadão do mundo, jornalista e escritor. Voltaste a Lisboa e aqui tens permanecido, de forma, mais ou menos regular.
Hoje, mais uma vez, apresso-me para ir ao teu encontro. A ansiedade não diminuiu. As borboletas na barriga insistem em continuar a dançar e é como se fosse novamente o primeiro dia... O dia em que finalmente te conheci. Mentalmente, revejo o teu rosto, o teu sorriso, as nossas conversas.... E as borboletas dançam mais um bocadinho... O meu coração pula e sinto a cara a ficar vermelha. Seria de esperar que este nervosismo, esta ansiedade tivesse acalmado, mas não é assim.
Sinto-me como se fosse novamente uma adolescente, que está a viver o grande amor da sua vida!
Apaixonada! Sim, estou apaixonada! E sou tão feliz!
Com um sorriso no rosto, subo a rua a um ritmo apressado. No entanto, as pernas parece que me atraiçoam. Luto comigo própria para andar mais depressa e finalmente chego à soleira da porta do café. Paro para recuperar o fôlego. Recomponho-me e entro.
Olho para a nossa mesa e não estás lá... Por momentos, hesito e olho em redor à tua procura. Não me enganei. Tu ainda não chegaste. Pela primeira vez, sento-me sem ti!
Não sei quanto tempo passou... se uma hora, se duas, mas tu continuas a não estar...
O empregado serve-me o habitual, café com leite e torrada, e diz qualquer coisa que não percebo e que nem me esforço para entender.
Enquanto espero, vou mexendo a colher na chávena do café. No entanto, não presto atenção ao que estou a fazer. A minha cabeça está num turbilhão. Interroga-se. Onde é que tu estás? Porque é que não viestes? Porque é que não me avisaste? De repente, paro e lembro-me que não sei onde moras, que não sei o teu apelido, que não tenho o teu número.... Nunca foi preciso. O nosso encontro estava sempre marcado.
De repente, percebi que dependo de ti! Que o meu corpo está fraco, que me sinto mal disposta, que estou doente! E amanhã? Será que vens? Espero que sim... Não te posso perder!
 Não aguento estar mais aqui! Sinto-me a sufocar! Levanto-me e saio.
Hoje, o encontro marcado foi sem ti...!

E por aqui me fico!
Fiquem bem!




  

sexta-feira, 18 de novembro de 2016

Só a mim....


Há coisas que só me acontecem a mim!
Não sei se com vocês é assim, mas eu tenho um azar terrível com carros novos; Ou, pelo menos, novos na minha mão.
Eu devo ser a pessoa mais propensa a acidentes de carro! Não há carro que me resista!
Aliás, cá em casa, já se fazem apostas para saber quanto tempo o carro dura sem eu bater com ele!
Lembram-se de vos ter falado que o meu carro estava na oficina?
Bem, pois foi... E como o arranjo era muito caro e o carro já tinha cerca de 8 anos... Eu e o meu marido optámos por comprar um. Novinho em folha, acabadinho de sair do stand!
Lindo! Com cheirinho a novo e não podíamos estar mais contentes!
Mas esta vossa amiga... tem uma coisa com carros novos!
Pura e simplesmente, não consegue resistir a dar uma batidinha... Todos os carros têm que ter uma amolgadela. A marca da Serena!
Pois, o carro tem um mês e hoje foi batizado!
Fui logo meter-me com um jipe! Escusado será dizer, que o jipe, saiu incólume ... já o meu .... ficou com a parte de trás um pouco metida para dentro... Coisa pouca....
Já ninguém tem forças para refilar comigo!
Só para perceberem que esta coisa com carros já vem detrás, vou-vos contar uma pequena história: Quando tirei a carta, mais ou menos há 20 anos, fiquei com o carro do meu irmão. Só passados alguns dias, é que pude fazer o seguro. Quando o fiz, peguei logo no carro e fui buscar o meu marido, na altura namorado,  ao trabalho. Contentíssima da vida. Lá ia eu na estrada ... quando..... não consegui travar a tempo e .... já adivinharam... bati! O seguro nem tinha uma hora e eu bati com o carro....
Sim... só me resta rir ... para não chorar!
Qualquer dia, as companhias de seguro não me aceitam...! Como eu as compreendo!

E por aqui me fico!
Fiquem Bem!

quarta-feira, 9 de novembro de 2016

Hoje, é um dia igual a tantos outros


Hoje, é um dia igual a tantos outros....
Igual nas horas vividas.
Igual nos gestos repetidos.
Igual nas palavras murmuradas...

Hoje, é um dia igual a tantos outros...
Igual na rotina instalada.
Igual no cansaço sentido.
Igual nos silêncios ocorridos...

Hoje, eu não quero um dia igual a tantos outros...
Não quero dias cinzentos!
Não quero sentimentos apagados!
Não quero momentos fingidos!

Hoje, eu não quero um dia igual a tantos outros...
Não quero silêncios sofridos!
Não quero noites perdidas!
Não quero sonhos acabados!

Hoje, é um dia tão diferente dos outros...
Diferente no caminho percorrido!
Diferente no sentir alcançado!
Diferente na história construída!
Diferente no rumo tomado!

Hoje, não é um dia igual a tantos outros...

E por aqui me fico!
Fiquem Bem!

terça-feira, 8 de novembro de 2016

Já é natal???


Parece que todos os anos, o natal chega mais cedo....

As ruas da capital já estão a ser enfeitadas... Os comerciantes já estão a colocar à venda inúmeros artigos da época.... Entramos nos centros comerciais e a música também já é de natal...
Ainda agora estava calor... andávamos de manga curta... e .... já é Novembro!
Não levem a mal esta minha interjeição... Pois fiquem cientes que adoro o natal!

Cá em casa, e tal como sempre se fez na casa dos meus pais, a árvore de natal é feita no dia dos meus anos - 06 de Dezembro! Não abdico desta tradição!
Sei que há quem já tenha a árvore montada, mas para mim, os preparativos de natal só fazem sentido serem feitos em Dezembro. Adoro colocar as luzes, os enfeites, decorar a casa! Enfim, gosto de tudo!
Gosto de escolher cada presente e embrulhá-lo! De colocá-lo debaixo da árvore e, a cada dia que passa, gosto de ver a árvore a ficar mais composta, com cada presente que lá é colocado!
Pronto, já perceberam... Gosto do Natal!
Mas gosto do natal em Dezembro e não em Outubro ou Novembro... porque senão não parece natal! Enfim ... São manias minhas....

E por aqui me Fico!
Fiquem bem!



domingo, 6 de novembro de 2016

CEM ANOS



Há uns dias a minha avó/mãe fez a linda idade de cem anos!
E como eu amo esta avó/mãe.

Não sei se já vos disse, mas eu nasci no Alentejo. Região que amo de coração e que adoro visitar.
Nasci, fruto do amor do meu pai e da minha mãe, consumado antes do casamento. Que, para a década em que vim ao mundo, era considerado algo escandaloso.
 Nasci na casa da minha avó materna, com a ajuda da parteira e num dia de um grande nevão, segundo a minha mãe, no dia 06 de Dezembro. Impaciente (característica do signo a que pertenço), como sou, nem esperei que a minha mãe chegasse ao fim do tempo, e resolvi nascer de sete meses.
Sendo a primeira filha, prematura ainda por cima, fui criada com todos os mimos e cuidados na casa da minha avó.
Não sei exatamente em que altura, os meus pais, como todos os jovens daquela época, migraram para Lisboa e eu vim junto. No entanto, como não "me dava com os ares de Lisboa", com dois anos, voltei para junto dos meus avós.
Vivi no Alentejo até ao sete anos e só saí de lá para ir à escola. Devo dizer que, nessa altura, fiz a transição de localidade muito contrariada e fiquei aliás muito zangada com os meus pais.
Lá é que eu era feliz. Lá, é que estavam os meus avós/pais, que tanto adorava.
Passado um ano, sofri o meu segundo desgosto: o meu avó faleceu de cancro nos pulmões. No entanto, a minha avó continuou a morar no Alentejo, juntamente com os meus tios e primas.
Quando tinha dez anos, o meu irmão mais novo nasceu e a minha avó veio morar connosco para tomar conta de mim e dos meus irmãos, enquanto os meus pais iam trabalhar.
A partir daí, nunca mais nos deixou e tem vivido sempre connosco. Sempre ajudou os meus pais, os meus tios. Sempre foi um pilar para nós.

Agora comemorou 100 anos de vida! Cem anos de vida, de uma vida que não foi nada fácil!
De muita luta e sacrifício, de muito amor e determinação!
Nunca ficou a lamentar-se ou triste a um canto. Sempre agradeceu e fez tudo o que podia. Perdeu o marido, as irmãs e um filho. Mas não perdeu a força! Era uma mulher de garra! É a minha avó/mãe!

Agora já está acamada, mas ainda tem noção do local onde está, das pessoas com quem fala e da sua idade. A minha mãe, também, a estima muito. Tem sido uma filha exemplar.Trata dela pessoalmente. com todos os cuidados e muito amor. Não a colocou num lar, nem o conseguiria fazer.

Tal como a minha avó cuidou de nós quando precisamos e éramos pequenos, dependentes de tudo e de todos. Também ela merece que tomemos conta dela. Ela está e continuará connosco até ao fim dos seus dias!

Amo-te muito Avó/mãe!


domingo, 30 de outubro de 2016

Encontro marcado - Finalmente, os dois!




Finalmente chegou o grande dia! Vou sentar-me na tua mesa! Vou saber quem tu és. Vais saber quem eu sou. O nervosismo está instalado... Aliás, nem se foi embora. Instalou-se, muito confortável, a desfrutar da minha ansiedade... Tenho que me despachar... estar no meu melhor.
Hoje, tudo tem de ser perfeito.
Levanto-me e faço a minha rotina matinal: banho, maquilhagem, perfume, vestir. Mas, desta vez, é diferente. É tudo muito mais cuidado, muito mais pensado. O gel de banho é da mesma marca do perfume, suave com cheiro a flores, mas sem ser adocicado. A maquilhagem é simples, mas perfeita. Rimel, batom e blush. Não é preciso mais. Trata-se de uma café.
A indumentária está impecavelmente engomada: calças de ganga, camisa branca, casaco de malha azul, sabrinas....Tudo a condizer. Nada pode ficar ao acaso.
Olho-me ao espelho, a minha cara mostra o que vai no meu coração.... Meu Deus! Tem de correr bem!  Quero conhecer-te, quero poder descobrir a vida contigo. Quero saber a que sabe a tua boca, a tua pele... Agora não... Ainda não é a altura de ter estes desejos. Sossega coração.
Olho para o relógio. Está na hora. Abro a porta e vou ao teu encontro.
São 09h45 quando chego ao café e tu já estás na mesa do costume. O meu coração dispara! Mal consigo andar. Pareço um autómato.
Aproximo-me da mesa, com o coração a cavalgar descompassado e com as borboletas cada vez mais frenéticas no estômago e digo numa voz trémula e hesitante; Olá. Sou a Carolina. Obrigada pelo convite.
Ele responde com o seu ar de pessoa vivida: Olá. Sou o Francisco.
Sento-me e a conversa flui. As borboletas na barriga desapareceram. Sinto-me bem e confortável. Gosto da pessoa que está à minha frente e que terei o prazer de ir conhecendo.
Respiro de alívio e penso com os meus botões; Céus, como não estou desiludida! É tão bom, finalmente estarmos aqui os dois!

E por aqui me fico!
Fiquem Bem!


segunda-feira, 24 de outubro de 2016

Encontro marcado - expectativa ....


O dia nunca mais passa! A expectativa e a ansiedade matam-me! Estou tão feliz, que não aguento o dia acabar... Não consigo estar quieta!
O meu coração não sossega.... e ainda tenho um dia de trabalho pela frente e muito que fazer... Tenho que me concentrar!
Não consigo. Não paro de pensar em ti...
Não sabia.... Nunca me tinha apercebido... Afinal tu também reparaste em mim... Será que imaginaste uma história para mim, como eu imaginei para ti? O que será que pensas de mim? E agora? O que é que faço? Vou ao encontro? Claro que vou! Eu .... sou uma pessoa normal, igual a tantas outras ... e mesmo assim reparaste em mim... Céus! Sinto borboletas na barriga, mas estou nas nuvens! Só me apetece dançar!
Estou a imaginar... a sonhar .... nós os dois... de repente, oiço ao longe alguém chamar... olho e estou a sorrir! Hoje, estou tão feliz, que nem me importo com o mau humor de alguns clientes! Digo a todos um grande bom dia! E parece que é contagiante, pois todos retribuem e sorriem! O mundo sorri para mim!
Olho para o relógio, e ainda só passou meio dia! São horas de almoço, mas não consigo comer! Nada passa para o estômago! Está ocupado pelas borboletas a dançar!
Ai.... o que é que vou vestir? Vou de calças de ganga? Uso um vestido? Saia?.... Ai... não me consigo decidir! Já sei... Uso o vestido azul de flores, que adoro! Nãaaao,,,, Calças... sim, calças de ganga...camisa branca. Simples mas elegante! Não posso parecer muito ansiosa!
Que indecisão.... Mata-me tanto, quanto esta espera.... Não aguentoooo! Dia passa depressa!
Olho novamente para o relógio e são 15h. Boa! O tempo está a passar e o ritmo das borboletas a aumentar! Parem! Não quero ficar com dor de barriga. Tenho encontro marcado! Às dez! Em ponto. Desejo que te encontre e que consiga conversar contigo! E senão conseguir? Claro que consigo! E que tu queiras continuar a conhecer-me.
Tenho medo de perceber que te imaginei demais, que não sinto empatia, que afinal não te quero conhecer! Ai... E se for ao contrário? E se tu ficares desiludido comigo. Espero que não. Peço aos céus para que não aconteça.
Finalmente, chegou o fim do dia e ainda falta a noite. Nunca mais é de manhã!
Vou a correr para casa, talvez assim também o tempo passe a correr! Mas antes, vou sonhar....

E por aqui me fico!
Fiquem Bem!

domingo, 23 de outubro de 2016

Avarias e mais avarias....




Ufa... até que enfim.... Posso vir aqui ao blogue falar com vocês! E que saudades!
Peço desculpas meus amigos, mas às vezes parece que os eletrodomésticos ganham vida! Quero dizer... deixam de ter vida.... E é uma chatice! Primeiro foi o carro (que só temos um) e depois o computador (também só temos um).... Isto foi de mal a pior.... Felizmente parece (vamos lá a ver...) que já passou!
É interessante e ao mesmo tempo desconcertante perceber o que dependemos destes objetos inanimados!Temos como um dado adquirido o computador, o carro, a televisão, o telemóvel.... então este último é a nossa sombra e já não sabemos viver sem ele! (afirmação que tem dado muito que falar....).
Eu confesso que sou uma dependente e viciada do telemóvel! Hoje em dia fazem tudo! E eu como sou um pouco comodista, gosto de coisas práticas e simples! Que deem para tudo ou quase tudo, sem andar com a casa atrás e super carregadas! 
Sou fã, sim senhor! Ele é filmar, ele é tirar fotografias, ele é tirar notas, ele é manter-me conectada nas redes sociais, ele é agenda, ele é jogos.... E muitas coisas mais! Por isso, só posso ser fã!
Sim... é verdade! Perdemos muitas coisas, mas também ganhamos outras!
E com isto está justificada a minha ausência, mas não pensem que deixei de escrever histórias... Não deixei... Ah pois não... e não é que pretendo continuar o conto que iniciei em encontro marcado? Fiquem atentos! Vamos ver onde nos irá levar... Também eu estou curiosa!

E por aqui me fico!
Fiquem Bem!

sexta-feira, 7 de outubro de 2016

Encontro marcado

 Todos os dias, temos encontro marcado!
São dez horas da manhã e eu corro para o café. Estou atrasada, pois sei que já lá estás! Todos os dias, às 9h 45. Sem Falta!
Sei que estás na mesa do costume, a que fica ao canto da sala. Eu entro e tu não reparas. Nunca reparas em mim. Como habitualmente, estás a beber um café acompanhado por um pastel de nata e a ler o jornal.
Sei de cor a tua rotina.... Sei de cor os teus gestos e palavras, as tuas vestes... E tu? Será que reparas em mim? Será que sabes que perfume uso? Não. Sei que não. Mas também não me importo. Não quero perder esta nossa rotina matinal. Não quero descobrir que não correspondes à imagem que tenho de ti! Não quero perder-te!
Sim, eu imaginei-te. Imaginei que és um conceituado escritor (deduzi porque, depois de leres o jornal, abres o portátil e te entretens a escrever), um filantropo, que não liga às aparências, que o único desejo é escrever, que vive num T0 .... que, por vezes, viaja para enriquecer os seus livros, mas que volta sempre ao sítio do costume.
Neste meu sonhar acordado, nem me apercebo que o empregado chega ao pé de mim e pergunta se está tudo bem ? Olho para ele, mas não respondo. E ele insisti e pergunta se quero o costume? Digo que sim e agradeço!
Enquanto aguardo o meu café com leite e a minha torrada, não tiro os olhos de ti! Todos os empregados do café já sabem desta minha obsessão. Só tu não. Sabem que há 12 meses que me sento na mesa à tua frente e fico a olhar para ti... horas sem fim... Até que chega a hora de ir para a loja... E lá te deixo eu, sentado, à espera que repares em mim e que me cumprimentes com um aceno de cabeça... E tu não reparas!
Sigo o meu caminho, desejando que o dia passe depressa, que a noite não se demore! Que chegue a manhã e que à hora marcada te encontre no café.
Abro as portas da loja, entro, acendo a luz e faço tudo automaticamente... Estou tão distraída que não reparo na sombra que entrou na loja. Levanto a cabeça e.... Não consigo falar ... Não consigo articular qualquer palavra... E vejo-te... Estás à minha frente, a sorrir e dizes: Amanhã, à mesma hora no café? Convido-a a sentar-se na minha mesa!
E saiu ... e eu fiquei estupefacta ...Com encontro marcado, à hora do costume!

E por aqui me fico!
Fiquem Bem!


Correr.. Ou não correr, eis a questão!



Depois de quase três meses sem praticar qualquer tipo de atividade física, resolvi começar a fazer caminhadas e tentar correr...
Sim, porque isto de comer sem engordar, não se aplica à minha pessoa!
Pronto, confesso! Sou uma gulosa. Mas, não sou só gulosa por doces, eu gosto mesmo de comer qualquer tipo de comida! Desde que tenha molhanga, serve!
Escusado será dizer que engordei cinco quilos. Ora como sou pequena. pareço que tenho cem!
Não aguentei mais e decidi que tinha de fazer alguma coisa!
Comecei a andar, intervalo com corrida e tento acompanhar com uma pequena dieta. E isto está difícil...
Porque, para além de gostar de comer, eu não gosto de correr... Temos o caldo entornado! É o que vos digo!
Mas eu não sou pessoa para desistir facilmente, e claro que vou dar luta a esta minha preguicite aguda. Pois, eu sou teimosa! Ah, se sou!
Sempre que chega a hora da caminhada, suspiro, olho para o relógio e penso: Corro ou não corro? O que faço? Talvez seja melhor hoje, não ir...
E depois... chega uma vozinha que me diz: Serena, então... Estás armada aos cucos!? Bora lá mexer essas pernas... Queres vestir a roupa que gostas!? Então, anda!
E eu vou, mas está difícil.... Se está!
Todos os dias, é esta luta interna. Corro... ou não corro!
Mas sim, corro porque no fim sinto-me bem comigo mesma. A minha auto estima fica em alta e, acima de tudo, é um momento de paz e tranquilidade, um momento só meu.

E por aqui me fico!
Fiquem Bem!

segunda-feira, 3 de outubro de 2016

Sonhar



Sonhar...
Adoro sonhar! Fechar os olhos e deixar a mente voar.
Voa borboleta, voa. Encontra o teu caminho pelo ar.
Deixa-me ver as cores do bosque. Deixa-me imaginar.
Sente o meu medo e não o deixes chegar.
Não quero acordar.

Voa borboleta, voa. Sente o vento de mansinho.
No meio do  caminho, empurrando devagarinho.
Vê a luz brilhar e as sombras serenar.
As flores sorrir e os passáros cantar.
Não quero acordar.

Voa borboleta, voa. É tempo de acordar.
De deixar a ilusão e a magia mudar.
De sentir o medo e de o afastar.
De gritar e realizar.
Eu quero acordar!

Voa borboleta, voa.

E por aqui me fico!
Fiquem bem!


domingo, 2 de outubro de 2016

Felicidade....
















O meu coração hoje está cheio de felicidade!
Não, não é só de hoje, tem sido assim de algum tempo para cá. Principalmente, quando deixei de ser passiva e passei a ser ativa. Ou seja, a construir a minha felicidade!
E o que é que significa a minha felicidade?
Nada é mais do que a minha família, a minha casa, os meus amigos e o que me realiza profissionalmente!
Esta mudança nunca acontece de um dia para o outro, como vocês bem sabem. Esta mudança já tinha começado bem antes de me ter sido diagnosticado cancro da mama. Este diagnóstico apenas me deu mais força para continuar a minha demanda.
A minha vida sofreu uma reviravolta à cerca de três anos atrás! Tudo começou no em Junho de 2013. Senti um carocinho no peito esquerdo, mas não liguei. Pensei que era de estar naquela altura do mês. Mas não passou e até cresceu. (Eu que não ligo nada a médicos e só vou em último caso, fiquei preocupada e resolvi ir ao meu ginecologista).
O médico viu, analisou e disse-me: ummmm... Isto não é nada de preocupante, mas, pelo sim, pelo não, vamos fazer uma eco e uma mamo.
E lá fui eu.
A médica  que me realizou o exame não conseguiu determinar se era algo de maligno. Tudo indicava que não, mas sugeriu uma biopsia.
E lá fui eu.
Estávamos nós já em outubro. Entretanto, o carocinho cresceu e começou a ficar dorido. Foram quinze dias de angústia até saber o resultado. E o resultado, veio em forma de telefonema. Estava na cozinha e sentei-me no chão. Do outro lado, a médica dizia-me: Sabe... Não tenho boas notícias... Confirma-se que tem cancro.... Tem de passar cá amanhã para levantar o relatório e ir mostrar ao seu médico.
Fiquei um minuto atordoada no chão da cozinha, o meu marido incrédulo a olhar para mim e a perceber o que estava acontecer. Não chorei, fiquei anestesiada e apenas reagi.
Telefonei para a clínica, consegui o telefone do meu médico, enviei-lhe mensagem a informar a situação e no outro dia, estava no hospital a ter a minha primeira consulta da mama com o relatório na mão.
Continuei a não chorar e apenas a reagir. A médica foi uma querida e disse-me: Filha, isto foi detetado a tempo. Não é disto que vais morrer. Mas o sítio onde se encontra e como não tens um peito muito grande, o melhor é tirarmos tudo....
E eu nem hesitei e disse-lhe: Se esse é o caminho, vamos lá. Tire.
E no dia 13 de dezembro, tirei o peito e comecei o meu processo de reconstrução mamária.
Saí na véspera de natal e resolvi que iria fazer a minha felicidade.
O meu tipo de cancro é o I, logo não foi preciso fazer radio ou quimio. Apenas tomo um comprimido todas as manhãs, o que torna tudo mais fácil.
Apenas chorei uma vez, no dia que cheguei a casa. E não foi preciso mais.
Não que eu seja uma pessoa forte ou mais forte do que as outras, não. Apenas preferi reagir e aproveitar ao máximo as coisas boas que a vida me oferece.
Pelo caminho, conheci pessoas fantásticas, mas que já partiram (Uma delas foi a minha querida Alice que tinha um sorriso lindo. O meu girassol e que nunca irei esquecer). Outras ainda continuam na minha vida!
No fim, este diagnóstico deu-me forças para continuar no meu caminho para a felicidade.
E ontem, foi um muito dia feliz. O meu projeto profissional deu os primeiros passos reais. E eu sei que vai ter sucesso  porque somos seis mulheres cheias de fibra.

E por aqui me fico!
Fiquem bem!


quinta-feira, 29 de setembro de 2016

E lá vamos nós....



Estes dias têm sido um verdadeiro corropio. Ora desdobro-me em desenvolver o novo projeto (que amo do coração), ora acompanho os miúdos nas atividades e na escolha de novas... Ora corro na adaptação aos novos horários cá de casa... ora corro para manter a rotina habitual. Enfim, não paro. Mas até aqui, nada fora do habitual. Se é que se pode chamar de normal, a esta correria. Aliás, eu já não saberia viver de outra maneira. Quando paro, não sei o que fazer e pareço uma barata tonta a andar de um lado para o outro.
Como devem estar lembrados, o Gil começou na nova escola de música e continua muito feliz com a sua mudança. E eu, contente por lhe poder proporcionar este tipo de experiência.
Esta semana foi a vez da Mada de experimentar uma nova modalidade. Sempre que a Mada me pede para experimentar uma coisa diferente, torço o nariz. E penso: ... E lá vamos nós, outra vez ... Não é que não me agrade, mas, ao contrário do irmão, ela nunca está satisfeita e procura sempre novos projetos. Não é que não seja boa esta curiosidade, e o querer experimentar novas coisas, (eu até acho louvável), mas, por outro lado, acaba por não conseguir praticar uma atividade a sério, nem ter a oportunidade de apreciar a evolução que daí advém.
Assim, quando à cerca de quatro meses me pediu para ir ver a ginástica acrobática, perguntei-lhe se tinha a certeza, pois teria que desistir de uma das outras atividades que já pratica. Pedi-lhe que pensasse bem... que era uma pena, pois já tinha investido muito, quer na dança, quer no canto, quer no teatro. Mas....Isto não é coisa que a demova... A Mada quando mete uma coisa na cabeça, não há nada que a faça desistir. Sempre foi assim!
Pois bem, meus amigos! Para alcançar o seu objetivo, ela pesquisou na Internet ginásios, horários, preços, tudo... Até enviou emails para obter informações.... Perante isto, não resisti e lá fui com ela.
Enquanto, a observava da varandinha do ginásio, ela só me mostrava o polegar para cima e me lançava um enorme sorriso!
No fim, veio ter comigo e disse-me: "Mãe! Viste? Adoro, mãe. É isto que eu quero!
Pronto, meus amigos, escusado será dizer que não resisti a esta felicidade e vou inscrevê-la na Acrobática. Mas nada substitui a felicidade estampada no rosto dela! E o meu coração enche-se de alegria!
Infelizmente, por incompatibilidade de horários, vamos ter que desistir da dança.

E por aqui me fico!
Fiquem bem!

quarta-feira, 28 de setembro de 2016

Olhares...



Olho e não te vejo!
Procuro a tua sombra, mas não está lá.
Insisto... quero... mas... 
não consigo encontrar-te.
Penso: olha-me! Olha bem para os meus olhos!
E tu não vês a minha alma.
Não lês os meus olhos.
Não sentes a minha dor! O meu amor!
Estás tão habituado a que esteja ali, que não reparas em mim.
Olho e também não te vejo.
Não sei adivinhar o teu desejo. Não sei ler nas entrelinhas.
Onde? 
Quando?
Onde nos perdemos, onde me perdi de ti! 
Quando te perdeste de mim!
Não sei.
Mas quero... insisto.... e olho.
E penso: Olha-me! Lê-me!
Amo-te!
Olho-te e tu olhas-me, 
Olhamo-nos mas não nos vemos...


E por aqui me fico!
Fiquem bem!


sexta-feira, 23 de setembro de 2016

Amigos



Ter um amigo é a melhor coisa do mundo! 
Faz-nos sentir bem e perceber que a vida vale a pena! Que alguém gosta de nós! É melhor ainda quando essa amizade vem desde a infância ou adolescência!
Por isso, fico extremamente feliz quando o Gil e a Mada trazem os amigos cá a casa. Acrescente-se que esta felicidade não é totalmente desinteressada. Como mãe galinha que sou, gosto de perceber quem são as suas companhias.
Habitualmente, quem costuma trazer amigas para pernoitar é a Mada. De vez em quando, lá pergunta ela:
- Mãe, a minha amiga pode ficar cá a passar o fim-de-semana? Posso fazer uma festa do pijama?
E eu não consigo dizer que não. E lá temos a confusão instalada....
Sim, meus amigos, temos correrias, noites de pipocas, "noitadas" como elas lhe gostam de chamar. Enfim... muita conversa e pouca dormida!
Mas hoje, foi a vez do Gil! 
Na semana passada, quando veio ter comigo e me perguntou se o melhor amigo podia passar cá o fim-de-semana, nem acreditei! O Gil não costuma fazer este tipo de pedidos e, claro está, não recusei!
É tão bom ouvir as risadas dos três na sala, as conversas típicas de adolescentes! E sentir que se estão a criar raízes para uma amizade duradoira!
E por aqui me fico!
Fiquem Bem!






quarta-feira, 21 de setembro de 2016

Desejos...


Desejos...
Suspirar .... Desejar .... Alcançar
Tornar a desejar...
Tornar a sonhar...
Cada sonho de uma cor diferente,
Cada cor, um sentimento.
Umas vezes, de paz e amor
Outras, uma confusão, perturbação e ilusão.

Desejos....
Amar .... Dar .... Celebrar
Tornar a desejar...
Tornar a sonhar...
Um balão, uma canção
Uma nota de música
Cada nota de um som diferente
Cada som, um sentimento
Umas vezes de felicidade e alegria
Outras, dor e desilusão

Desejos...

E por aqui me fico!
Fiquem Bem!



segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Energias

Energias...
Existem pessoas cujas atitudes já não me convencem!
Não me considero uma pessoa má, nem conflituosa. Não costumo julgar as pessoas apenas por uma atitude "menos correta". Penso sempre que se deve dar uma segunda oportunidade. No entanto, por mais que me esforce, existem pessoas cuja energia ou aura não combina com a minha!
Na minha vida só houve, pelo menos até agora, duas pessoas que não consigo sentir empatia por elas. São pessoas que mexem com o meu íntimo. Que conseguem irritar-me e tirar-me fora de mim!
De tal maneira, que quem passa por conflituosa sou eu! E devo mesmo dar essa imagem, pois sou uma pessoa muito impulsiva, que reajo logo e não paro para pensar. O que me irrita ainda mais, pois perco a razão.
Oh, que feitiozinho! Nunca mais aprendo a ficar de boca calada! Seria de pensar que ao entrar nos "...enta", ficasse mais calma e controlada. Nem por sombras!
Se antes a culpa era da impulsividade, agora é da idade! Arre, que não se aguenta!
Ainda por cima, depois de tudo o que já passei, seria de esperar que me afastasse deste tipo de pessoas, tóxicas, manipuladoras, mas não... Tento perceber porque é que as aceito e as circunstâncias ultrapassam-me. Tenho uma amiga que diz que só deixamos de viver estas experiências, quando o universo percebe que já conseguimos lidar com elas! Eu quero aprender ... Oh se quero!
E por aqui me fico!
Fiquem bem!


sábado, 17 de setembro de 2016

A decisão - Parte III


Pelo espelho do retrovisor, viu a Anastácia a dizer-lhe adeus e sentiu saudades. Sabia que ela tinha razão, quando chegasse a casa logo veria o que iria fazer. Teria que telefonar ao Nuno, pedir-lhe para se encontrar com ela e dizer-lhe.... O quê?
Que ficaria com ele se tivesse disposto a admitir que estava doente e que precisava de curar-se ou que o deixaria, que o abandonaria. Ela já sabia. Tinha tomado a sua decisão. Iria dizer-lhe que não conseguia continuar a viver com ele. Que o sofrimento, a dor eram mais forte que o amor que sentia por ele.
Ensaiou o discurso. Imaginou a conversa que teria. Nada ficou ao acaso. Nenhuma investida dele, para a demover da sua intenção, iria funcionar. Ela não era uma mulher que perdesse o controlo da situação.
Fez a viagem de regresso, sem dar conta do caminho. Entrou na rua onde morava e .... Ela não queria acreditar no que estava a ver. Ele estava à sua espera, sentado no degrau da escada. Tinha a barba por fazer e estava com um ar cansado. Há quanto tempo estaria ele ali à sua espera?
Ele viu o carro dela ao fundo da rua. Sabia porque é que ela tinha partido. Não iria deixar que acontecesse outra vez. Estava doente e precisava de curar-se. Não, não era igual às outras vezes. Desta vez, já tinha tratado dos papéis e iria ser internado na melhor clínica do país. Não suportava a ideia de viver sem ela. A Helena era demasiado importante para a perder. Ainda por cima, ele sabia o que tinha acontecido com o seu irmão.
Ela parou o carro e saiu. Ficou um pouco a olhar para ele e não teve reacção.
Tinha imaginado todos os cenários, menos aquele. Estava preparada para o deixar, mas .... agora era impossível. Ele mostroulhe os papéis e não disse nada. E ela também não.
Também não foi preciso e beijaram-se!
A Anastácia tinha razão, o destino encarregou-se de decidir por ela!

Espero que tenham gostado.
E por aqui me fico!
Fiquem bem!

sexta-feira, 16 de setembro de 2016

A decisão - Parte II


Decidiu aceder ao convite. Não tinha nada a perder. Além disso, tinha todo o tempo do mundo. Podia ser que o sadõ ou o caminho do chá lhe indicasse o que deveria fazer. Geralmente, estes chakais. encontros para o chá eram caracterizados por um ambiente simples e harmonioso. Exatamente do que ela precisava: tranquilidade. A anfitriã estendeu-lhe um Quimono, um leque e uma almofada e encaminhou-a para a sala onde iria realizar-se o evento.
O ambiente era efetivamente calmo e todos os participantes estavam concentrados e em silêncio. Assumiu o seu lugar, sentando-se também ela em silêncio e cumprimentando os restantes convidados conforme o tradicional ritual japonês.
A anfitriã deu as boas vindas e lá foi explicando todas as vicissitudes do ritual, dando a provar o chá ou matcha. A Helena deixou de a ouvir. Estava inteiramente absorta nos seus pensamentos que nem se apercebeu que a cerimónia tinha terminado. De repente, sentiu algo a tocar-lhe no ombro. Voltou-se e a sua companheira do lado, informou-a que podiam ir usufruir do resto do spa. De forma, quase robótica, levantou-se e agradeceu. Estava a preparar-se para sair ... Quando foi novamente interpelada:
- Sou a Anastácia. Espero que não se importe que lhe faça companhia.
E sem a deixar sequer respirar ou responder, entrelaçou o seu braço no de Helena e lá seguiram caminho. De imediato, sentiu-se confortável na sua presença. Havia alguma coisa na Anastácia que lhe era familiar. Não sabia se era o seu sorriso ou a forma como ela articulava as palavras e lhe contava a história da sua vida. Mas sentia-se mesmo muito bem na sua companhia.
Ficou a saber que a senhora tinha 70 anos, era viúva acerca de 10 anos e que os filhos estavam a viver no Brasil. Quando se sentia sozinha, e precisava de alguém para conversar, ia até ao pequeno Hotel e ficava por uns dias. Adorava e eram todos, sem exceção, simpáticos para ela. Por isso estava ali.  Percebeu logo, desde o início, que o caso de Helena deveria ser parecido ao seu e então resolveu meter conversa.
- Espero que não se importe...
Lá foi ela dizendo, enquanto não parava de contar as peripécias de uma vida cheia de episódios enriquecedores.
A Helena, sem se aperceber, foi contando também a sua. A doença do irmão. A forma como afetou os seus pais. Como ela conseguiu superar a sua morte. O Nuno e a razão porque estava ali. Nesse instante, voltou a sentir uma profunda tristeza. Precisava de tomar uma decisão mas não conseguia. Amava-o demasiado.
A Anastácia apenas lhe disse:
- Não pense muito nisso, querida. No fim da sua estadia, reflecte. De certeza que vai encontrar a sua decisão. Agora faça-me companhia e vamos jantar.
A Anastácia e a Helena tornaram-se amigas inseparáveis. Ambas apreciavam a companhia uma da outra. Os dias correram num compasso apressado e a Helena tinha que voltar à sua rotina. Tinha que chegar à sua decisão, mas não sabia....
Ficava com ele. Lutaria com todas as forças para o chamar à razão. Ou seria o Nuno um caso perdido. Que não tinha salvação. Ela veria a sua degradação e morreria novamente. Tinha que o deixar.
Não conseguia decidir-se. O seu corpo lutava para ficar, mas a sua mente pedia-lhe para partir....
A Anastácia olhou-a como uma mãe olha para uma filha e aconselhou-a:
- Minha querida, deixe o destino encarregar-se de decidir por si. Ele sabe sempre o que é melhor para nós. No fim da sua viagem terá a sua resposta. Agora vá com Deus e se precisar de mim, sabe onde me encontrar.
E beijou-a na testa. E a Helena partiu.

Meus amigos, chegamos ao fim da segunda parte.
Mais uma vez. fiquem de atalaia.
Breve, breve sairá o episódio final.
E por aqui me fico!
Fiquem Bem!


Dia de emoções



Hoje, não foi um dia fácil. Foi um dia com os nervos à flor da pele, com borboletas no estômago, por um lado devido ao meu pai e por outro pelo filhote, É muita emoção. É muito sentimento, muita angústia.
Logo de manhã, o meu pai foi ao hospital repetir as análises. Se os níveis de potássio não baixassem, teria de fazer hemodiálise.
Felizmente, e porque o médico o assustou de verdade, os valores baixaram. A dieta foi cumprida à risca e o papão da hemodiálise ficou um pouco mais distante.
No entanto, a conselho do médico, irá a uma primeira consulta de hemodiálise para saber os riscos e as vantagens inerentes. Espero que não aconteça tão depressa. Por agora, foi só um susto, mas sei que mais tarde ou mais cedo irá acontecer... Espero que não seja tão depressa. E respeito de alívio.

Ao fim do dia, foi a vez do Gil ir à audição na nova escola de Música. Com nervos à mistura, lá entrou na sala e conseguiu. Também percebeu que os seus conhecimentos não eram tão avançados como pensava e que pouco sabia do assunto. A Mada quis acompanhar o irmão e ficou deliciada com a escola. No entanto, ela ainda não está preparada para sair da escola de música que frequenta. Esta nova escola é bastante mais exigente, mas também mais desafiante. A ideal para o Gil, que é um perfeccionista.
Antes de efectivarmos a inscrição, o Gil quis conversar: Oh mãe, como é que eu vou fazer? Eu não quero desistir do futebol! O horário das duas actividades sobrepoêm-se!
Conversamos, deliberamos e decidimos. O Gil irá frequentar a nova escola de música!
Vai ser muito entusiasmante para ele, Acrescente-se que o seu melhor amigo também tem aulas de guitarra nessa escola e já estão a combinar encontrarem-se para tocarem juntos. E é já no domingo!
Agora só falta tratar do horário do futebol. Pedir para que os treinos sejam às segundas e quartas, em vez de quartas e sextas!
Força Gil, eu sei que vais conseguir!
Próxima etapa: compra de bateria.... Etapa que anda a ser negociada pelo Gil há, pelo menos, seis meses. Não tenho como fugir ... e os vizinhos também não!
E por aqui me fico!
Fiquem bem!


A decisão - Parte I



Não podia mais continuar assim. Tinha de tomar uma decisão. Ela não conseguia mais viver presa, agarrada a algo que já não tinha futuro.
 A Helena sempre fora uma mulher forte, capaz de resolver qualquer situação. por mais complicada que fosse, quer em termos profissionais, quer em termos pessoais. Uma mulher que sabia o que queria e que lutava com todas as forças por isso. No entanto, não conseguia resolver a sua situação com o Nuno. Não sabia o que fazer, que decisão tomar... E isto não tinha nada a haver com ela.
Levantou-se da cama e pegou no telemóvel. Do outro lado, atendeu a sua secretária:
- Olá Linda. É a Helena. Desmarca todas as minhas reuniões desta semana. Não me estou a sentir bem e preciso de descansar.
- Bom dia Drª Helena.Sim, fique descansada. As melhoras. Não a incomodarei. Se.... E já não acabou a frase. A chamada tinha sido desligada.
Pronto, ganhara tempo para si. Precisava de respirar, de estar sozinha e pensar na direção que iria tomar.
Dirigiu-se ao roupeiro e decidiu fazer a mala. Preparou roupa apenas para dois ou três dias. Pegou novamente no telemóvel e marcou estadia no pequeno Hotel de província que ela adorava visitar e que sempre que podia, elegia como local de repouso. Quando acabou de desligar, olhou novamente para o telefone. Tinha que fazer mais uma chamada, mas ... não lhe apetecia.
No entanto, sabia que o tinha que fazer. Não era justo para o Nuno partir sem lhe dizer nada. Suspirou e carregou no botão de chamada automático. Esperou uns segundos e ele atendeu.
- Bom dia Amor. Como é que estás?
- Olá Nuno. Bom dia. Estou bem. Telefonei apenas para te dizer que vou passar uns dias fora. Depois falo contigo.
E desligou. Não lhe deu tempo para fazer perguntas. Não queria falar mais, nem justificar-se. Já tinham tido as conversas todas, as que se podiam ter.
Não, ela não era um monstro sem sentimentos, que o abandonava na pior fase da sua vida. Mas ele sabia o que a sua família tinha passado com o irmão. O Nuno não podia pô-la nesta situação terrível outra vez.
Ele não telefonou de volta e ela respirou de alívio. Ele sabia que não devia insistir. Tinha que lhe dar espaço. Ela amava-o. Fez tudo o que conseguiu por ele. Debateu-se com todas as forças contra o Amigo Inseparável, mas estava a perder a batalha. O Álcool estava a tomar o lugar dela na vida do Nuno. E ela sabia onde iria parar. Não queria passar pelo mesmo outra vez. Sabia de cor todas as fases desse vício e não iria suportar passar por tudo mais uma vez.
Vestiu umas calças de ganga, uma camisola e o casaco, pegou nas chaves do carro e saiu porta fora.
Era um dia nublado de outono, daqueles que não se vê um palmo à frente do nariz. Até o tempo estava igual ao seu estado de alma... Entrou no carro e conduziu até ao pequeno hotel. A povoação ficava a duas horas de viaja, mas hoje deveria levar o dobro do tempo. Não queria arriscar e iria devagar.
Quando já se encontrava a meio caminho, a neblina começou a dissipar-se. Quando o carro entrou no parque do hotel, já tinha desaparecido por completo, deixando aparecer a linda paisagem rural que envolvia o palacete. Era um lugar maravilhoso. Quem via a sua silhueta ao longe, não podia deixar de sorrir e encantar-se com a sua beleza. Todo o local estava envolvido numa aura de mistério e magia.
Entrou no lobby e foi recebida de braços abertos, como era habitual. Fez o registo e o empregado levou a mala para o quarto onde costumava ficar. A decoração era simples, mas de bom gosto, ao estilo da época do palacete. Adorava a calma que transmitia, a sensação que lhe provocava.
Depois de se instalar, resolveu marcar uma sessão no spa. Envergou o roupão e dirigiu-se ao espaço que ficava contíguo ao edifício principal.
Entrou e foi convidada para participar no ritual do chá, que iria decorrer dali a cinco minutos.

Fiquem atentos! Brevemente sairá o próximo episódio!
E por aqui me fico!
Fiquem bem!

quinta-feira, 15 de setembro de 2016

E vão começar as aulas!



E vão começar as aulas!
Lá volta a correria do costume!
- Madalena, levanta-te está na hora!, chamo-a pela quarta ou quinta vez.
Sim, fazer com que a Madalena saia da cama. por si só, é uma verdadeira demanda. Desde pequenina que a Mada é assim. Ela tem todo o tempo do mundo e responde-me sempre com a maior calma: "Mãe, não stresses. Ainda tenho tempo!" E eu, a ver as horas a passar e ela a arrastar-se para sair da cama, a pedir licença a um pé para poder levantar o outro! Dá-me cabo dos nervos! Não aguento!
Por outro lado, o Gil é o oposto. É o galo da madrugada cá de casa, É o primeiro a levantar-se e a despachar-se para ir para a escola,  Aliás, é o primeiro a passear a cadela! Sim, nós cá em casa temos turnos para levar a Linda à rua.
É ele, que por seu lado, passa o tempo todo a dizer: - Ainda não estão despachados?! Vou chegar atrasado à escola! Mãe, diz à Mada para se despachar! Sabes que não gosto de chegar atrasado!
Todas as manhãs era isto!
Este ano, cá em casa, foram tomadas algumas medidas relativamente ao novo ano escolar.
Decidimos, em conjunto, que já não se justificava a frequência do ATL e atribuímos novas responsabilidades aos miúdos.
Aliás, já este verão, começaram a ficar sozinhos em casa enquanto eu e o pai íamos trabalhar. Para lhes incutirmos alguma responsabilidade, todos os dias eram-lhes atribuídas algumas tarefas domésticas. Que, com mais ou menos resmunguisse, foram sendo cumpridas.
Esta semana começaram a rever a matéria e a estudar todos os dias para que o regresso às aulas não seja tão custoso. Este primeiro período irá ser um teste a este aumento de responsabilidade. Se as notas não baixarem, para além de manterem as actividades extra curriculares, continuam sem ir ao ATL. Caso contrário, teremos que voltar a colocá-los na explicação e perdem as actividades que tanto gostam.
Vamos ver como corre...
Tanto o Gil como a Mada têm aulas, na sua maioria, no turno da tarde. No entanto, este ano a Mada tem um horário muito cumplicado e com pouco tempo para estudar. Teremos que elaborar um plano de estudos. Só para nota: a Mada vai começar o 8º ano e o Gil está no 9º.
E, no meio disto tudo, apenas desejo que o próximo ano seja de sucesso e que consigam alcançar tudo a que se propuserem!
E por aqui me fico!
Fiquem bem!

Seven seconds...


And when a child is born into this world
It has no concept
Of the tone the skin it's living in
And there's a million voices
And there's a million voices
To tell you what she should be thinking
So you better sober up for just a second



Adoro esta canção! Sete segundos...
Adoro a conjugação da melodia com a letra e a mensagem que tem inerente.
Efetivamente, quando uma criança vem ao mundo. é uma tábua rasa no que se refere a conceitos, preconceitos, estigmas e tudo o mais que existe na sociedade.
Deveríamos todos parar por um segundo e perceber que uma criança não tem noção da "cor" da sua pele. E nesta metáfora, para além da raça, inclui-se a religião, a orientação sexual, o estrato social e todas as classificações que a sociedade foi criando para o Homem. Mas já não basta parar para refletir. Devemos consciencializar!
Por isso digo: o Homem está doente!
O Homem segue a manada e, a característica que o distingue dos outros animais, a consciencialização, o despertar para o diferente, para a evolução, foi-se esbatendo. Ou então, encetando caminhos mais obscuros e objetivos destruidores!
Digo-vos, que agora, todas as vezes que olho para o mundo, dói-me o coração!
Não consigo perceber a razão de tanto ódio, de tanto preconceito, de tanta destruição, de tanta maldade! Não consigo entender porque temos de nos matar uns aos outros. O que se ganha com isso? Não morremos todos? Não desaparecemos da face da terra ? Todos nos transformamos em pó. Todos, sem exceção.
Não sei se vos acontece o mesmo, mas sempre vi a sociedade como um "organismo vivo" (sempre tive esta noção, mesmo antes de ter a minha licenciatura em ciências sociais). Como ser que é, a sociedade evolui, desenvolve-se à medida que obtém mais conhecimento. Nesta minha convicção, achava que a sociedade só poderia evoluir para o bem, para a aceitação do não convencional, para um estado zen. Seria um ser consciente que iria corrigindo pacificamente os erros inerentes à sua evolução, à sua consciencialização.
Meus amigos, ideologias de adolescente... em que acreditamos que conseguimos mudar o Mundo ... Mas o Mundo não é assim!
No entanto, não perdi a fé na raça humana. Creio mesmo que a própria natureza se encarregará de arrancar as "ervas daninhas", mesmo que pelo meio sacrifique algumas "flores"!
Quero, com todas as forças, acreditar nesta convicção! Aliás, só posso, pois penso no mundo que os meus filhos estão a herdar e não consigo conceber que seja um mundo onde a destruição, o ódio, a dor prevaleçam sobre o amor, a paz e a harmonia.
Sei que o Homem está doente, mas que é possível curá-lo! De que forma? Não sei... Mas sei que o caminho passa pela consciencialização!
Sei que não será no meu tempo, nem dos meus filhos e talvez também não seja no dos filhos dos meus filhos .... Mas terá que ser.... Quero acreditar que será assim!
E por aqui me fico!
Fiquem bem!




terça-feira, 13 de setembro de 2016

O meu pai


A minha relação com o meu pai é um pouco diferente do habitual.  Não me interpretem mal. Eu amo o meu pai, mesmo muito, Ninguém é perfeito. E esta máxima aplica-se também ao meu pai e eu sempre o soube, mesmo em criança.
Por isso, a imagem de super herói que as crianças têm do pai, eu não a tenho e nunca a tive. Para mim, era uma pessoa com muitas qualidades e com alguns defeitos. Não sei, se foi por ter sido criada pelos meus avós, mas nunca vivi esse imaginário de pai herói. Talvez, seja essa a explicação. No entanto, pode-se dizer que era a menina do Papá, a única rapariga de três filhos.

O meu pai sempre foi um pai brincalhão! Chegava a casa depois do trabalho e vinha brincar comigo e com o meu irmão (o meu irmão mais novo só apareceu mais tarde e já não apanhou esta fase do meu pai)! Ponha-se de gatas, e fingia que era um cavalo! Outras vezes, fazíamos jogos de dominó, de cartas. Eram serões muito divertidos e bem passados. Adorava quando me sentava no colo dele e me contava histórias ou sossegava depois de um grande raspanete. Eu chorava, pois sabia que me tinha portado mal, ele consolava-me e chorava comigo. Fazia o mesmo aos meus irmãos (Acho que a característica de chorona, herdei-a dele).

Há medida que fui crescendo e me tornei adolescente, a nossa relação foi ficando mais conflituosa. O meu pai, fruto da educação que tivera, era rígido para connosco. Sendo a mais velha e ainda por cima rapariga, tornou-se mais difícil conquistar a minha liberdade. Só para terem uma noção, com 17 anos, apenas podia ir ao café à noite com as minhas vizinhas da frente e tinha que estar em casa às 10h da noite!
No entanto, e apesar desta rigidez, nunca fui capaz de ser muito desobediente, como é típico dos adolescentes. Mas as discussões foram muitas. A nossa relação só melhorou quando casei.
Agora, damo-nos bem, mas ainda choco com ele devido a algumas atitudes que toma e com as quais não concordo. Às vezes, parece uma autentica criança. Não faz o que os médicos mandam. Também sei que é típico da idade. Já tem cerca de 70 anos.

Hoje, então, apanhou mais um susto. Para além da diabetes, hipertensão, colestrol, problemas de coração, e outras coisas mais, tem ainda problemas renais. O médico chamou-o de novo para repetir as análises, pois os níveis de potássio estavam elevados. O rim não estava a funcionar em condições. Resultado: ficou internado algumas horas. E o diagnóstico não será  bom, se os valores não baixarem até sexta-feira, dia que irá repetir as análises. Ou seja, terá que fazer hemodiálise!
Céus... E o meu coração está apertadinho. Por ele, pela minha mãe e por mim. Vamos esperar pelo melhor!
E por aqui me fico!
Fiquem Bem!


domingo, 11 de setembro de 2016

A sua vida....





Ela sentou-se no degrau da escada e entreteve-se  a remexer a terra com a ponta do sapato....
Deixou-se ficar naquela paz.... Só mais um pouco .... Ela só precisava de mais um pouco de tempo ... Depois recuperaria e teria forças para continuar ..... A sua vida não fora a que escolhera, mas era a sua vida. E não se importava..... Pelo menos tinha uma parte dele consigo.... O seu amor não tinha ficado lá atrás, parado no tempo, sem ter a que se agarrar ... Estava sempre com ela...
O Jaime era um menino de cinco anos. Um menino que fora o resultado do seu amor pelo João. Não tinha sido uma gravidez desejada, mas foi logo muito amado pelos dois.
Ela e o João tinham planeado tudo. Ela ficaria em casa, pelo menos, até o Jaime entrar para a escola e o João aceitaria o novo emprego, onde o ordenado era bem simpático e dava para sustentar os três.
Mas o destino não quis assim. Não a deixou ser feliz.... Ser completa .... . roubou-lhe um pedaço dela.... O João morreu num desses terríveis acidentes de viação acerca de um ano. Não havia ninguém a quem atribuir a culpa.... O carro despistou-se numa curva da estrada e caiu numa ravina. Os médicos disseram que não sofrera, que a morte foi imediata. Morte imediata.... Desde quando, saber que alguém que partiu, não sofreu, diminui a dor de quem fica e tem de conviver com a ausência, com o vazio..... Ela bem o sabia, bem o sentia....
 Mas não podia deixar-se levar pela tristeza. O Jaime precisava dela .... E durante este tempo todo, continuou  com a vida. Tentou que fosse o mais normal possível.  Mas às vezes .... Precisava de parar, de respirar.... Precisava desses momentos com o João. Momentos estes, em que lhe relatava a evolução do Jaime, o dia-a-dia e lhe pedia conselhos. Pedia que a orientasse nas escolhas que fazia.
E estas alturas, sentia que ele a ouvia, que a acompanhava....
Sempre que terminava a conversa com o João, aparecia uma borboleta branca. Ao princípio, não prestou atenção.... Depois, achou coincidência e engraçado.... Agora tinha a certeza. Ele estava com ela e acompanhava o crescimento do Jaime.
Não, não era a vida que sonhara e que planeara, mas era a dela! Levantou-se e subiu as escadas! Respirou fundo! Já tinha as suas forças de volta e estava pronta para enfrentar o dia seguinte!

Mais um conto!  Espero que gostem!
E por aqui me fico!
Fiquem Bem!













Dias Difíceis .....












Há dias muito difíceis!
Acordei de manhã, bem cedo e percebi que o dia ia ser de loucura!
Mas não ia stressar! Ia gerindo o tempo e fazer o que tinha a fazer, com calma.
Primeira tarefa: alimentar a Nina, a nossa gatinha, e levar a Linda, a nossa cadelinha à rua;
Tarefa número dois: Levar a Madalena ao teatro, a pé. Porque o marido foi trabalhar e levou o carro. Único transporte cá em casa, pois os tempos de hoje estão difíceis e não permitem outras coisas!
Entretanto, o professor do teatro marcou reunião. E logo para hoje! Impossível ficar! Já tinha outra reunião agendada, devido ao novo projeto e era impossível de desmarcar!
Tarefa três: Encontro com uma colega para recolha de assinatura necessária para a reunião com a contabilista. Ufa... e já começo a estar cansada!
Novamente  a pé.... para ir buscar a Mada ao teatro e levá-la às aulas de canto. Pelo caminho, pergunto-lhe como correu a primeira aula deste ano. Ela lá me foi contando as novidades e as expectativas para o próximo ano!
Isto de não ter carro, transtorna a vida a uma pessoa. Não consigo ir buscar o Gil, que terá de ir a pé de casa para o teatro.....Começo a sentir-me stressada!
Próxima tarefa: a reunião com a contabilista!
Terminada a reunião, vou a caminho de ir buscar a Mada ao canto, liga o marido. Está demorado e o melhor é irmos ao restaurante.... Concordo com ele e vou a caminho de casa, já com a Mada, para ir buscar o Gil.
No caminho encontro uma amiga que precisa urgentemente de falar comigo e desabafar. Peço à Mada que vá buscar o Gil, enquanto converso com a minha amiga ....
Pronto, atingi o nível do stress!
Seguimos para o restaurante, o marido continua atrasado e vamos pedindo e começando a almoçar....
Desta vez, é o Gil que me conta como foi a aula e a reunião!
Meus amigos se pensam que o meu dia acalmou, estão enganados...
A Mada tem uma festa de aniversário à tarde e ainda tenho que comprar os presentes!.... Não tive oportunidade durante a semana!....
Chega o marido e eu estou de saída.... A Maria vem ter comigo, porque a filha também vai à festinha e seguimos para o shopping... Compro as prendas ... As meninas vão para a festa.... Mais duas tarefas cumpridas....
Segue-se o encontro com as outras colegas! E lá vamos nós.... Desta vez, de carro!
E que satisfeita, fiquei eu! Finalmente, posso descansar um pouco! Como eu estava enganada! O ar condicionado do carro não estava a funcionar em condições e, em vez de deitar frio, estava a deitar calor!!!! Logo, foi insuportável!
O nosso objetivo, para este dia, consistia na visita a locais de interesse para o desenvolvimento do nosso projeto. Andar ... Andar .... Andar....
E como somos seis mulheres sui generis, às vezes, não é fácil... Mas o mais difícil para mim é não me terem em consideração.... as minhas opiniões.... Odeio sentir que estou a mais... Eu não estou... Faço tudo por este projecto, mas não gosto de coisas mal feitas e às pressas... Sem serem bem ponderadas.... Não gosto! Não goste de ser ignorada! Pronto e foi só um desabafo! Talvez esteja a exagerar! Caracterísitica do meu signo! Sim, sou sagitariana. Vou ver como as coisas correm....
Mas achavam que a minha correria já tinha acabado?.... Não, ainda não.
Fomos buscar as miúdas à festa! Cheguei a casa e lá saí eu novamente...
Encomendar o jantar .... e ir ao local do novo projecto para encontro com o electricista....
Trabalho terminado!
Dez horas da noite.... sento-me no sofá e .... finalmente descanso!
E por aqui me fico!
Fiquem Bem!











sexta-feira, 9 de setembro de 2016

Sou mãe e .... adoro!



Ser mãe de dois adolescentes, não é uma tarefa fácil!
Não, não me estou a queixar! Não mesmo! Apenas estou a constatar. No entanto,  uma coisa é certa, meus amigos! Cá em casa, não existe monotomia! Todos os dias são diferentes e especiais! Especiais porque são um sonho concretizado!

Desde que me lembro que tenho um desejo enorme de ser mãe.... de amar um ser que é parte de mim e de vê-lo crescer, ganhar asas e voar! E este desejo, foi-me concedido duas vezes. Primeiro, foi o Gil e passados alguns meses veio a Madalena! Os meus príncipes!

O Gil é um rapaz de 14 anos que adora fazer as coisas típicas de rapaz: jogar futebol, ver televisão, ouvir música, jogos de computador, e um cem número de coisas mais! É também bastante activo: joga futebol, duas vezes por semana, no clube local, faz teatro e está aprender a tocar bateria. Diz que quer formar uma banda! Quem sabe? Se puder, vou ajudá-lo, pois ele merece! É um menino muito respeitador, bem educado e bom aluno! Estamos, neste momento, à espera de conseguir entrar numa escola de música local. De acordo com o Gil, é a ideal. E a ansiedade, por estes dias, impera cá em casa....

A Madalena tem todas as manias de uma menina a quase nos seus 13 anos. Não para quieta e é muito feminina. Adora maquilhagem, roupa, moda, fazer compras e sair com as amigas! Escusado será dizer que é muito popular e passa a vida a ser convidada para aniversários e afins! Tem uma vida bastante preenchida. Tal como o Gil, também ela tem actividades extra curriculares: Teatro, dança e aulas de canto. Ao contrário do irmão, que leva tudo muito a sério, ela é bem mais descontraída e apenas pretende divirtir-se nas coisas que faz. É uma menina simpática, educada e inteligente. Por aqui, a nova actividade pretendida é a ginástica acobática.... mas está difícil encontrar um local cujos horários não colidam com as actividades que já tem e não pretende deixar.... Vamos ver o que se consegue...

E eu adoro acompanhá-los em cada etapa, em cada actividade!
Saborear as suas conquistas! Diminuir os seus anseios! Ampará-los nos seus passos!
Enfim, estar presente na sua vida!
Meus amigos, apenas vos digo isto: sou mãe e .... adoro!
E por aqui me fico!
Fiquem bem!




quinta-feira, 8 de setembro de 2016

Talvez um dia.....


Oiço ao longe um som constante..... Demoro algum tempo a tomar consciência do que se trata.... Entretanto, o som, que antes era pequeno
e sem importância, torna-se mais presente e incomodativo...... Não existe forma de o ignorar. Ele continua sem parar, sem se cansar..... Viro-me contrariada na cama e fingo que não o oiço .... Assim,  talvez continue a dormir .... Mas não, a minha consciência não me deixa.... Volto-me novamente, aos poucos e obrigo o meu corpo a erguer-se, mas .... está tão pesado, tão cansado, que me deixo cair novamente na cama. E penso: Só mais cinco minutos...E fecho os olhos.... Imagino que estou sentada na areia, frente ao mar, naquela praia, na praia onde te conheci .... O meu corpo é invadido por uma onda de calor reconfortante. Estou a sorrir! Um dia .... Talvez um dia seja verdade. Pronto, arranjei a minha motivação para me levantar! E saio da cama....
Hoje, o meu dia vai ser muito cansativo.... aliás, como todos os dias! Reuniões atrás de reuniões .... sem fim .... Mais um dia igual a tantos outros.
A rotina é sempre a mesma, sempre com hora marcada. O despertador toca às sete, 15 minutos de banho, pequeno-almoço em cinco minutos e depois mais meia-hora para todos os preparativos necessários e inerentes a uma mulher que se preze! Ás oito em ponto, saio de casa para uma caminhada de quinze minutos até ao comboio!
Pelo caminho, vou sonhando... indiferente ao reboliço e à agitação que se passa à minha volta...
Talvez um dia.... eu volte àquela praia e tu estejas lá ... Imagino que estou à beira mar e tu chegas... Procuras-me e sorris e o meu mundo volta a fazer sentido.... Talvez um dia....
De repente, sinto a realidade bater à porta .... É o atropelo das pessoas, na sua correria para apanhar o comboio. Também eu corro!
Entro na carruagem e, como sempre, procuro um lugar à janela e sento-me... e torno a sonhar ... Talvez um dia .... tu me procures.... tu me encontres .... e tudo se componha e tudo faça sentido!
Desperto mais uma vez, saio na estação, entro no edifício do escritório e mergulho de cabeça na realidade. Trabalho... trabalho e não me lembro de ti.... Apenas em pequenas pausas, quando olho pela janela e vejo a chuva cair... Aí, tenho um pequeno vislumbre da nossa praia e de ti..... do nosso amor de verão.
Rapidamente, sou chamada à realidade. Precisam de mim .... e o meu sonho fica suspenso .... Até ao final do dia, onde o regresso a casa, embora mais cansativo, me permite sonhar outra vez.
E lá sonho eu .... encostada à janela .......
Arrasto-me no percurso da estação até casa, mas arrasto-te comigo... no meu sonho! Talvez um dia .... caminhemos de mãos dadas  .... sem sonhos .... sem promessas quebradas ... na praia onde te conheci!
Continuo a minha rotina, entro em casa, faço o que costumo fazer: tomo banho, pego na tabuleiro com o jantar em frente à televisão e adormeço para sonhar mais uma vez contigo....
Talvez um dia .... tu queiras estar comigo ... e pode ser que talvez um dia .... eu já não queira!

Espero que tenham gostado deste pequeno conto!
E por aqui me fico!
Fiquem bem!


Fobias ....



Eu considero-me uma animal lover. Toda a minha vida convivi com animais e sinto um enorme respeito por eles. Por todos, sem exceção.
- Mas Serena, como é que podes gostar de animais, se ainda há pouco afirmaste que tinhas medo de cobras!?, dizem vocês e muito bem.
E eu respondo: Uma coisa é ter medo... Outra, é ter respeito e perceber que todos têm um papel a desempenhar neste mundo.
Se me perguntarem, terias uma cobra como animal de estimação? Eu respondo: Nem pensar!
Aliás, em jeito de brincadeira, costumo dizer ao meu marido: Se um dia quiseres divorciar-te de mim, apenas tens de me dizer que tens uma cobra em casa e eu nunca mais lá ponho os pés! Nem para ir buscar as malas!
Depois, desatamos os dois a rir....
Até os miúdos, que sabem desta minha fobia, brincam com isso.
- "Oh mãe, cuidado, não olhes agora para a televisão....Está ali uma cobra.... Ui tão gorda.... Vê!... Vê!
E eu fecho os olhos e, um pouco a sério, um pouco a brincar, espreito por entre os dedos e pergunto:
- Já passou?... Vá, digam lá.... Já passou?
E, depois, rimos que nem uns perdidos.

Mas as minhas fobias não ficam por aqui.... Tenho mais algumas....
Tenho pavor de espaços fechados... de alturas.... de andar de avião ... de andar de elevador ....
Só para nomear algumas!
Tenho, efetivamente, episódios caricatos com algumas delas.

Por exemplo, tenho uns amigos que moram no nono andar, e quando me dão estes ataques de pânico, costumo subir as escadas a pé, enquanto os restantes membros da família seguem no elevador! Situação que é frequentemente alvo de chacota junto dos amigos e familiares!
- Com esse medo todo, como é que tu foste comprar casa no quinto andar!?, questiona a minha amiga Xana.
Nem eu sei, meus amigos! Apenas vos digo, que nesse dia, os deuses das fobias não andavam para os meus lados e eu tive uma paixão avassaladora pela minha casita!
Às vezes, também subo a pé! Que não me faz mal nenhum, pois como até sou para o gordinho, o exercício não me faz mal nenhum.

Outro episódio:
Uma vez, quando vinha dos Açores, os meus nervos foram de tal maneira, que passei praticamente a viagem toda sentada ao pé da casa de banho, pois estava constantemente a vomitar!
Ah Ah Ah !

Há muito mais para contar! Mas fica para uma próxima ocasião!
E por aqui me fico!
Fiquem bem!




quarta-feira, 7 de setembro de 2016

Tag - Desafio Aceite



Adoro desafios e é com enorme prazer que aceito o seu desafio Maria!
Antes de começar, quero agradecer-lhe o carinho com que me recebeu aqui na blogoesfera, fazendo-me sentir em casa!

Vamos então lá começar...:

- Sei que sou abençoada por tudo o que tenho na vida.
- Não consigo viver sem a minha família.
- Eu nunca abandonaria um animal.
- Quando eu era criança adorava sentar-me no colo do meu pai.
- Ainda gostava de fazer um cruzeiro.
- Eu já fiz uma tatuagem.
- Eu morro de medo de cobras.
- Eu sempre gostei de ler (óbvio).
- Se eu pudesse tirava o sofrimento das pessoas que eu gosto.
- Fico feliz quando os meus filhos riem e estão felizes.
- Se pudesse voltar atrás no tempo matava saudades do meu avô.
- Adoro chocolate.
- Quero muito que o meu projeto tenha sucesso.
- Eu preciso de ter mais tempo para poder fazer tudo a que me proponho.
- Não suporto que as pessoas não queiram aprender e evoluir.

Fica aqui a frase para os blogueiros comentarem:

Se eu quisesse....

E por aqui me Fico!
Fiquem bem, meus amigos!
Sejam benvindos a este meu cantinho!






terça-feira, 6 de setembro de 2016

Solidão



A solidão é a melhor forma de nos encontrarmos a nós próprios









Eu gosto da solidão! Sabem porquê? Porque, quando estou só comigo mesma, tenho longas conversas.
Sim, conversas mesmo muito longas. Aliás, não se pode chamar a um discurso de uma só via, uma conversa, mas antes uma reflexão, uma dissertação.
Estes meus monólogos internos estão, geralmente, associados a uma tomada de decisão (umas vezes. boa; outras, não tão boa....). Aliás, esta introspeção não é exclusiva da minha pessoa e não tem nada de extraordinário. Vocês também a fazem. Toda a gente a faz!
Uma coisa é certa, no entanto, a solidão, quer seja forçada ou não, é sempre a melhor forma de tomarmos consciência de nós mesmos, de nos encontrarmos e de evoluirmos. De passar à próxima etapa da vida.
É assim que eu encaro estes momentos. Uma oportunidade de estar comigo mesma e de me conhecer melhor. E, no meio disto tudo, de me aceitar mais, de me perdoar. Logo, de gostar um pouco mais de mim.
Gosto dos meus encontros com ela, dos longos passeios de amena cavaqueira. Gosto do conhecimento que me trouxe e da forma como me encontrei!
Por isso, meus amigos, eu gosto da solidão!

E por aqui me fico!
Fiquem bem!